No mês do combate à poluição, um dos maiores problemas ambientais da sociedade moderna também deve ser lembrado. A poluição sonora originada principalmente pelo barulho emitido por veículos automotores (caminhão, ônibus, carros e motos), construção civil, casas noturnas, aeroportos e campanhas eleitorais já é a segunda maior causadora de doenças, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
À frente até mesmo da poluição da água e atrás apenas da atmosférica no preocupante ranking da instituição da Organização das Nações Unidas (ONU), o excesso de barulho pode causar males silenciosos não só ao aparelho auditivo, mas também à saúde do corpo inteiro.
Entre os problemas mais comuns apresentados por quem enfrenta alaridos intensos diariamente estão o zumbido (apito ou chiado constante nos ouvidos) e os traumas acústicos que podem ocorrer quando a exposição ao som é repentina e o nível de intensidade muito alta, como em casos de estouros de rojões, por exemplo.
“A própria perda auditiva também é bastante comum, principalmente em pessoas que ficam expostas a ruídos acima dos 85Db (permitidos pela OMS), sem uso de protetores auditivos adequados, e naquelas que fazem uso contínuo de dispositivos como MP3 e Ipods por um longo período de tempo”, alerta Sandra Braga, fonoaudióloga e porta-voz da Audibel, empresa de aparelhos auditivos 100% brasileira e representante exclusiva da multinacional norte-americana Beltone.
Além disso, a poluição que ninguém vê pode causar também estresse, nervosismo exacerbado, dilatação das pupilas, aumento da produção hormonal da tireoide, dos batimentos cardíacos e da produção de adrenalina, assim como retração muscular e surgimento de varizes.
A pesquisa da Organização Mundial da Saúde que avançou a poluição sonora no ranking das degradações ambientais que mais causam doenças revelou também que a população da Europa perde, anualmente, cerca de um milhão de anos de vidas em decorrência de problemas de saúde desencadeados - ou agravados - pela exposição exagerada a ruídos.
Por isso, vale ressaltar que a adoção de medidas simples no dia a dia e o combate efetivo da população contra a poluição sonora são fundamentais para a preservação da saúde auditiva. “Evitar locais onde há muito barulho, usar protetores especiais nos ambientes de trabalho ruidosos e escutar dispositivos do tipo MP3 e Ipods poucas horas por dia e com volume não muito intenso são cuidados que afastam os riscos de problemas de audição”, orienta Sandra.
A poluição sonora é um dos fatores mais graves que afetam o mundo. Precisamos que as pessoas tomem consciência de que isso pode ser prejudicial a saúde causando, depressão, insonias, um dos maiores, o estresse. Caso essas pessoas passem do limite, denuncie, faça sua parte. Ouvir faz em, mas com moderação.
5/5/2013 | Thays, de Carpina/ Faculdade dos Guararapes comentou:
Faz algum tempo que não é permitido ultrapassar do horário e o volume exagerado do som e ainda existem pessoas ignorantes que desrespeitam a lei. Cada vez mais o combate a poluição sonora é de suma importancia, fazendo com que essas pessoas possam respeitar e ficar por dentro de todo tipo de duvida devido a esse exagero e saberem de cada punição a ser tomada para cada tipo de caso. Ouvir faz bem, mais com moderação!
13/4/2013 | Deborah comentou:
Temos que fazer nossa parte, ter consciência e preservar a natureza como um todo.
5/9/2012 | Diana, de Recife comentou:
Acho muito importante o combate à poluição sonora, hoje em dia sofremos muito com o barulho exacerbado nas ruas. Eu mesma sinto que já tenho problemas na audição,escuto chiados e ruídos. Como podemos evitar locais com barulho? Se até os veículos já são a segunda maior causa de doenças?